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``O maior bem é poder transmitir aos outros o que aprendemos ao longo de nossa jornada`` Sou técnica de enfermagem da neurocirurgia e trauma. Instrutora de suporte básico de vida e primeiros socorros e instrutora de comissários de voo. Dou aulas particulares do bloco 3 no curso de comissário de voo. Contato via e-mail dennadre@ig.com.br, desconto para grupos.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Aeroviários pedem ajuda ao MPT contra apagão de mão de obra na Copa


Fonte Site Ig notícias.

Prevendo necessidade de 4 mil temporários, sindicato que representa 

comissários de voo cobrou plano de contratação e realocação de 

funcionários para o Mundial.

pouco mais de 100 dias da Copa do Mundo 2014, representantes de funcionários do setor 

aéreo e empresas de aviação civil ainda não chegaram a um acordo sobre se haverá 

mão de obra adicional para atender a demanda excedente nos aeroportos e nas aeronaves

 durante o Mundial.Ontem (19), o Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) – que representa

 trabalhadores em terra – pediu ajuda ao Ministério Público para obrigar as aéreas a 

compartilhar  discussões sobre a readequação e contratação de mão de obra durante o 

evento. A entidade calcula que são necessários ao menos mais 4 mil empregados para que a 

operação não exija horas extras nem dupla jornada dos trabalhadores fixos.Selma Balbino, 

diretora executiva do SNA, decidiu levar o pedido a Brasília por falta de mais informações das 

companhias. O último ofício enviado pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação 

Civil (Fentac/Cut) ao Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea/Cut) pedia mais 

esclarecimentos sobre quando começariam as novas contratações para a Copa. Em resposta, 

o Snea se limitou a dizer que está “tomando as providências objetivando atender da melhor 

forma os passageiros”. Nenhuma data prevista nem número de contratados foram mencionados

 pelo sindicato patronal."Não nos responderam e isso só mostra o descaso e a arrogância 

desse sindicato perante uma questão tão sensível como essa”, reclama Selma, que dirige o 

sindicato representando 12 mil trabalhadores. “Diante dessa não-resposta que o Snea nos deu, 

só nos resta ir a Brasília buscar apoio”.

A preocupação da executiva tem a ver com o déficit de mão de obra nesse setor, mesmo 
durante baixa temporada – quando o número de passageiros é reduzido. Segundo o Sna, 
TAM e Gol demitiram 2,5 mil funcionários que operam em terra desde o começo de 2013. 
“A demora para entrega das bagagens, descarregamento da aeronave, desembarque de 
passageiros, todos esses indicativos apontam claramente que falta mão de obra”, diz Celso
 Klafke, presidente da Fentac/Cut, que também encampa a causa.No entanto, os problemas 
não têm se limitado a atrasos. Klafke explica que, devido ao número reduzido de empregados, 
a maior parte dos contratados está trabalhando além das 6 horas regulamentadas – isso 
quando não dobram a jornada de trabalho. “Em muitas funções, já virou rotina fazer ‘a dobra’ 
no dia a dia normal”, explica. “Na temporada, tem funcionário que chega a dormir no aeroporto 
para cumprir a jornada do dia seguinte.”Procurado pelo iG, o Snea não disponibilizou porta-voz 
para comentar o assunto e, em nota oficial, informou que "todo o planejamento das operações 
referentes ao período de Copa do Mundo está sendo conduzido pelas companhias aéreas e 
submetido para o aval da agência reguladora do setor".
Empresas podem não contratar funcionários temporários
“Para mim, aquele ofício do Snea sinalizou que não haverá contratação e que vão encarar a 
Copa do Mundo com o mesmo quadro da alta temporada”, sugere Klafke.  E ele pode ter 
razão. A Azul, que não demitiu no ano passado, afirma que pretende adotar o remanejamento 
de equipes para atender à demanda do evento. “A realocação de funcionários será necessária, 
mas não vamos fazer contratações adicionais em função da Copa do Mundo”, diz Johannes 
Castellano, diretor de Recursos Humanos da companhia O executivo explica que o aumento de 
demanda nas 12 cidades sede da Copa do Mundo deverá ser compensado por um movimento 
fraco no restante do País. Uma parte dos 1,2 mil funcionários que trabalham em terra será 
remanejada temporariamente para as cidades com maior fluxo de passageiros. Os aeroportos 
de Viracopos, Guarulhos, Confins, Pampulha, Galeão e Santos Dumont deverão receber 
prioridade. Toda a força de trabalho da empresa estará disponível durante o evento.Além 
desses remanejamentos, a Azul deverá contratar entre 40 e 50 jovens bilíngües, com objetivo 
de atuar no receptivo da empresa aérea nos aeroportos. “Esse projeto ainda está no forno, não 
fechamos nada, mas é o máximo de adicionais que vamos contratar”, explica Castellano.
Somente esses precisarão de algum treinamento adicional. “Os funcionários que já temos 
estão prontos para atender a esse público. Estamos passando orientações apenas, mas 
treinamentos adicionais não serão necessários.”
Na avaliação do executivo, durante a Copa, a demanda deverá ser similar à da alta temporada 
– quando a média mensal de passageiros nos aeroportos aumenta em 11%, ou 1,2 milhão de 
passageiros.  “Não é nada muito diferente do que já estamos acostumados, exceto pelo 
aumento de estrangeiros”, explica.
“Não vejo com apreensão esse processo. O negócio de aviação tem a sazonalidade como 
característica básica e as empresas estão preparadas para isso.” Até o fechamento desta 
reportagem, a Secretaria Nacional de Aviação Civil não havia se posicionado sobre o número 
de passageiros que são esperados para o período de Copa do Mundo.Procuradas pela 
reportagem, TAM, Avianca e Gol não disponibilizaram porta-vozes para comentar seus 
planejamentos. Em nota oficial, a TAM afirmou que "somente após essa avaliação minuciosa 
das exigências de reforço das equipes, e após constatar as reais necessidades relacionadas 
às operações extras, será possível decidir sobre o incremento do número de funcionários". A 
GOL informa, também por nota, que "além das equipes habituais, nas cidades sede haverá 
um acréscimo de 1,1 mil profissionais, entre temporários e deslocados de bases menores".
No ar, a preocupação é menor
Mesmo com o risco de haver funcionários sobrecarregados em pleno vôo, Rodrigo Spader, 
diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas – que representa 18 mil pilotos e comissários – 
também espera um movimento similar ao da alta temporada para a Copa. “Quase dois terços 
dos vôos adicionados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) são remanejamento de 
rotas, então é uma questão de readequação”, aponta.
A única preocupação é com o excesso dehoras extras na operação desses profissionais. “Não 
vamos trabalhar acima da regulação prevista e vamos pressionar para que isso não aconteça”, 
explica. O tema foi o carro-chefe da campanha salarial dos aeronautas neste ano.
Sobrecarga de horário e de trabalho é reclamação antiga
O prazo que a Anac deu para as empresas aéreas entregarem seus planos de contingência 
para a Copa do Mundo ainda não acabou. No entanto, mesmo sem o planejamento já divulgado,
 o Sna entende que “os funcionários serão invariavelmente explorados”.
Para a organização, pouco tem sido feito na fiscalização das horas de trabalho de funcionários. 
“O Ministério Público tenta fazer o papel de delegacia e fiscalizar o trabalho, mas ele não pode. 
Não há fiscais suficientes, as multas aplicadas prescrevem”, protesta Selma, do Sna. 
“Parecem estar mais preocupados com uma Copa do Mundo para turista ver”.
No que depender da diretora da entidade, o assunto dominará o debate da reunião do 
Conselho Consultivo da Anac, previsto para esta quinta-feira (20). “Quando a gente reclama 
com a Anac sobre o excesso de jornada, eles lavam as mãos. Vamos trazer novamente o 
debate à tona”, anuncia a executiva.
Procurada pelo iG, a Anac não ofereceu porta-voz para comentar, nem prestou esclarecimentos
 sobre o prazo para entrega dos planos de contingência das aéreas.

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